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Soulsworn mistura fusões livres, cartas personalizadas e a nostalgia de Yu-Gi-Oh!

Entre tantos jogos que conhecemos durante a Brasil Game Show, Soulsworn chamou nossa atenção com uma proposta que conversa diretamente com quem cresceu montando decks, descobrindo combinações e tentando criar o monstro perfeito.

O Portal Espectro experimentou a demonstração disponível na feira e também conversou com o criador do projeto, conhecido como thenameisflic. O vídeo desse encontro está disponível em nosso perfil.

Soulsworn combina batalhas de cartas com elementos de roguelike e apresenta uma rebelião formada por almas que desejam escapar do inferno. O projeto assume a inspiração em jogos clássicos de Yu-Gi-Oh!, especialmente Forbidden Memories, Tag Force e a série World Championship. Essas referências estão presentes principalmente na liberdade das fusões e na construção de estratégias durante cada tentativa.

Qualquer monstro pode participar de uma fusão

Na demonstração que jogamos, um dos elementos mais interessantes era a possibilidade de combinar quaisquer dois monstros.

Em vez de depender apenas de receitas óbvias, o jogador é incentivado a testar cartas, descobrir resultados e adaptar o baralho conforme novas possibilidades aparecem. A demo permite realizar duas fusões por turno e dispensa sistemas tradicionais de mana ou limites de invocação, favorecendo sequências de efeitos e jogadas mais ousadas.

É justamente nessa liberdade que a influência de Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories se torna mais perceptível. Quem passou horas colocando duas cartas lado a lado para descobrir o resultado provavelmente reconhecerá imediatamente a sensação de curiosidade que Soulsworn tenta recuperar.

A diferença é que o jogo apresenta suas próprias criaturas, regras e combinações. As referências ajudam a entender a proposta, mas o projeto procura construir uma identidade própria a partir delas.

Cartas personalizadas durante cada tentativa

Outra mecânica disponível na demo é a criação de cartas personalizadas.

Nas etapas de descanso, o jogador pode escolher entre recuperar pontos de vida ou criar uma nova carta para fortalecer o baralho. É possível selecionar o tipo da carta, combinar efeitos e até utilizar uma imagem do computador como arte, com uma ferramenta para ajustar o enquadramento. Novas condições, custos, efeitos e gatilhos podem ser desbloqueados conforme determinados objetivos são alcançados.

Essa possibilidade transforma a criação de cartas em parte da estratégia. Se o baralho não possui uma peça importante para determinada combinação, o jogador pode tentar desenvolver algo capaz de preencher essa ausência.

Como Soulsworn utiliza uma estrutura roguelike, cada tentativa pode incentivar escolhas diferentes. Uma combinação que funcionou anteriormente talvez não apareça novamente da mesma maneira, abrindo espaço para novos experimentos.

O jogo completo está ganhando uma proposta cooperativa

É importante destacar que Soulsworn ainda está em desenvolvimento e que algumas informações da demonstração não devem ser tratadas como garantias definitivas para o lançamento.

Enquanto a demo concentra sua apresentação nas fusões, nas cartas personalizadas e nas referências aos jogos clássicos de Yu-Gi-Oh!, a página atual do jogo completo destaca uma experiência cooperativa para até quatro jogadores.

De acordo com as informações oficiais, será possível jogar sozinho ou formar um grupo, compartilhando o campo e os pontos de vida. A proposta inclui partidas cooperativas locais e suporte ao Steam Remote Play Together, além de encontros gerados de maneira procedural e inimigos que anunciam seus próximos movimentos.

Essa evolução mostra que o projeto continua mudando. Por isso, recursos presentes na demonstração, como o limite de duas fusões por turno e o sistema atual de criação de cartas, podem receber ajustes até a versão final.

Conhecemos Soulsworn na BGS

Experimentar o jogo e conversar diretamente com seu criador foi uma das partes mais interessantes da nossa passagem pela área independente da Brasil Game Show.

Feiras como a BGS também funcionam como uma oportunidade para acompanhar projetos antes do lançamento, conhecer as ideias por trás de cada mecânica e descobrir jogos que talvez ainda não tenham chegado ao grande público.

Nosso contato com Soulsworn representa uma primeira impressão baseada na demonstração apresentada no evento. Mesmo assim, a liberdade das fusões, a criação de cartas e o carinho evidente pelos clássicos do gênero foram suficientes para colocar o jogo em nosso radar.

Como experimentar Soulsworn

Soulsworn possui uma demonstração gratuita disponível na Steam, com interface em português brasileiro. O jogo completo continua listado como “em breve”, ainda sem uma data oficial de lançamento.

Você pode conhecer o projeto, experimentar a demo e adicioná-lo à lista de desejos na página oficial de Soulsworn na Steam.

Se você gosta de jogos de cartas, fusões de monstros e experiências que recompensam a descoberta de novas combinações, vale acompanhar o desenvolvimento.

E não deixe de visitar o perfil do Portal Espectro no Instagram para assistir à conversa que gravamos com o criador de Soulsworn durante a BGS.

Guilherme Esteves
Sobre quem escreveu

Guilherme Esteves

Guilherme Esteves é escritor, profissional de marketing e Head de Conteúdo do Portal Espectro. Apaixonado por cultura pop e boas histórias, escreve sobre livros, filmes, séries, games e tudo aquilo que merece ser descoberto, comentado e compartilhado.

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